Dica do Dia: Parabenos (por Carolina Barbosa)

Por Carolina Barobosa:

 

 

 

Oi gente sou eu aqui de novo!

Dessa vez resolvi falar sobre um assunto que gera muitas dúvidas, e espero esclarecer algumas dúvidas com esse post.  Então vamos lá!

 

PARABENOS!

Quimicamente, os parabenos são derivados da esterificação do ácido  p-hidroxibenzoico. Dentre essa classe incluem: metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, butilparabeno, isopropilparabeno, isobutilparabeno e benzilparabenos.

 

 

 

Beleza mas e o que isso tem haver com cosméticos?????

Os parabenos são uma das classes mais utilizadas de conservantes. Primeiramente utilizados na década de 1920 pela indústria farmacêutica. Possuem amplo espectro de ação, sendo ativos contra fungos, leveduras e bactérias. Os mais utilizados são o metilparabeno e  o proprilparabeno em concentração que varia de 0,01 a 0,3%.

Os Parabenos são amplamente utilizados na industria de cosméticos devido há algumas características que fazem com que estes possuam uma compatibilidade com outros componentes das formulações. Além disso apresentam baixa toxicidade e  alergenicidade, baixo custo, são inodoros, sem contar que podem atuar em um ampla faixa de ph.

Em 1984 a CIR (Cosmetic Ingredient Review Board) determinou que o metilparabeno, o propilparabeno e o butilparabeno eram seguros para uso em produtos a um percentual de até 25%, mas usualmente utiliza-se de 0,01 a 0,35% .

 

Em 2003 surgiram alguns questionamentos sobre a toxicidade dos parabenos, e em 2005 houve uma nova  avaliação dos limites de exposição e uso dos mesmos. E ficou determinado que não havia riscos a saúde, então a CIR decidiu que não era necessário alterar a regulamentação desses conservantes.

Em 2004 um estudo independente constatou que foram detectados traços de parabenos em tumores de mama. A detecção de ésteres do ácido p-hidroxibenzoico intacto em tecido retirado de câncer de mama, sugere que a hidrólise por esterases da pele pode ser incompleta, o que acarretaria o acúmulo desses conservantes nos tecidos. A presença desses  ésteres no corpo humano foi demonstrada por meio de estudos  in vivo e em seres humanos.

 

Estes traços levantaram as propriedades, mesmo que fracas, similares aos estrogênios exercidas pelos derivados do ácido p-hidroxibenzóico, bem como a conhecida influência dos estrogênios no câncer de mama. O que os autores se esqueceram de avaliar foi a presença de parabenos nos tecidos normais. Além disso, o FDA demonstrou, baseado em um outro estudo independente, que essas substâncias apresentam atividade semelhando a hormônios significativamente inferior, especialmente nas baixíssimas concentrações utilizadas nos produtos.

Infelizmente, a divulgação desses estudos foi o suficiente para que a história caísse no senso comum da população e do mercado e os parabenos foram taxados como sendo perigosos para a saúde.

 

Palavras da ANVISA dizem o seguinte “Os parabenos são substâncias empregadas em formulações cosméticas com a finalidade de conservação de produtos, preservando-os de contaminação a microorganismos. Esta conservação se faz necessária como garantia de segurança de uso destes produtos, protegendo o consumidor de contaminações. Antes de permitir que substâncias sejam empregadas em cosméticos como conservantes, foram realizados estudos de segurança, e estabeleceram-se concentrações de limite de uso, dispostas na RDC nº 162/01. Em tais estudos foram considerados, por exemplo, a toxicidade de cada substância, o grau de absorção considerando sua fórmula química, e o uso concomitante de produtos cosméticos. Portanto, não há previsão de que o uso dos parabenos dispostos na RDC 162/01 seja considerado ilegal em cosméticos, a menos que sejam apresentados estudos realmente idôneos e com comprovação cientifica que comprovem que estas substâncias não são seguras para uso, contrariando os estudos realizados anteriormente.”

 

Alternativas ao uso de parabenos

Mesmo com as controvérsias do uso ou não de parabenos, vem crescendo o uso da expressão “parabens free” como apelo de marketing para aumentar a aceitação dos produtos e o lucro das empresas. Porém, a mudança de um sistema conservante envolve muitas pesquisas científicas a fim de garantir a eficácia do novo conservante. Além de tempo, grandes investimentos são feitos para a realização de registros nos órgãos de fiscalização competentes, testes de estabilidade físico-químicos e testes microbiológicos.

Os apelos mais procurados para os conservantes “sem controvérsias” são: livre de parabenos (paraben-free), sem formaldeído (non-formaldehyde releasing), sem iodopropilbutilcarbamato (non-IPBC) e sem isotiazolinona (non-isothiazolinone).

 

 

 

Existem no mercado alguns substitutos ao parabenos como a isotiazolinonas. Essa molécula já é utilizada em vários países inclusive no Brasil. Outros conservantes utilizados incluem iodopropinilbutilcarbamato (IPBC), hexamidine diisethionate e os  blends fenoxietanol  + pirotone olamine, diazolidinil uréia + IPBC, fenoxietanol + caprililglicol, clorometilisotiazolinona + metilisotiazolinona.

 

metildibromoglutaronitrila não é permitida na União Européia (UE)desde março de 2008 e os produtos que a continham foram retirados das prateleiras européias até 23 de junho de 2008.

ácido benzóico também sofreu retaliações e teve a aprovação de seu uso modificada. Ele só pode ser utlizado em produtos enxaguáveis a 2,5% ou menos, em produtos para higiene bucal a no máximo 1,7%, e em produtos leave-on a um teor máximo de 0,5%. Os seus sais, como o benzoato de sódio e metil benzoato, só podem ser usados a 0,5% ou menos em quaisquer produtos cosméticos.

 

O iodopropinil butilcarmabato (IPBC) não pode ser utilizado em produtos orais ou labiais, ou em produtos infantis (para crianças de até 3 anos), exceto nos destinados ao banho e enxaguáveis. Na verdade, se for utilizado em outros produtos, deve conter o aviso no rótulo: “não utilizar em crianças abaixo de três anos de idade”. O IPBC também não deve ser usado em cremes e loções que serão aplicados em grandes partes do corpo. De qualquer forma, ele pode ser usado em aplicações enxaguáveis até 0,02%, em produtos leave-on até 0,01% e em antiperspirantes ou desodorantes até 0,0075%.

Em função da crescente preocupação com a sustentabilidade, alguns conservantes naturais estão sendo utilizados nos chamados produtos verdes. Dessa categoria há no mercado o dihidroacetato de sódio e o hinokitiol, além de enzimas utilizadas para inibir o crescimento microbiano. Algumas indústrias adeptas ao uso de parabenos em suas formulações e até mesmo empresas fornecedoras de parabenos questionam a substituição dos parabenos por outros conservantes alegando a falta de fundamento científico e informação plausível para essa substituição. Além de considerarem perigosa a troca de uma molécula quimicamente bem conhecida como é o caso do parabeno por outras mais novas.

Bom pessoal, espero que vocês gostem do post, e que que tenha sido útil! Qualquer dúvida é só deixar nos comentários ( se eu souber eu respondo, se não souber prometo pesquisar, hahaha). Queria deixa uma dica também: É legal saber o que compõe nossos cosméticos? É! Mas não vamos ficar loucas com rótulos ok? Novos estudos são feitos todos os dias, e se ficar provado os parabenos serão retirados do mercado, afinal é temos a ANVISA pra isso.

 

Queria deixar aqui dois links de posts também sobre Parabenos, são posts legais que inclusive me ajudaram a escrever este.

http://www.cosmeticaemfoco.com.br/2008/02/o-problema-com-os-parabenos.html

http://mechasdecabelo.blogspot.com.br/2012/06/parabenos.html

 

Obrigada a todos vocês e um agradecimento especial ao Felipe e beijos a todos!

 

 

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